História:


 

 Após pesquisas a fundo sobre raízes de nossa terra, encontramos relatos de passagem que demonstram heróicos e bravos atos dos nossos sertanejos, aos quais tanto devemos, por elevarem o nome do nosso município.

Em meados de maio de 1.906, deu ínicio aos trabalhos de comunicações entre os estados de São Paulo e mato grosso, através da nossa região. O valente desbravador Capitão Francisco Witacker contratou para o serviço de desbravamento desta região outro conhecedor do sertão, que foi o Sr. Francisco Sanches de Figueiredo, com esse empreendimento na grande região, outrora sertaneja, deu origem à fundação do povoado de Indiana e Porto Tibiriçá, no vasto e remoto sertão.

Nessa época nossas terras eram povoadas pelos índios Coroados e Xavantes, que por longos anos defenderam a entrada de nossos sertões, onde, em plena liberdade criavam seus filhos, defensores de suas tribos. Iam agora ser pertubados. Mas o que fazer? A civilização tem exigências, e o progresso não tem coração.

Por isso foi travada entre os nossos índio e os sertanistas dolorosas e sangrentas batalhas. E é em homenagem a esses Índios é que o povoado levou o nome de Indiana.

O trabalho da abertura de estradas que ligasse Campos Novos ao PortoTibiriça continuou com muita dificuldade e depois de vários ataques dos Índios Chavantes às estradas e derrubadas, os sertanistas se viram sem recurso para prosseguirem nos trabalhos de desbravamento. O Capitão Francisco Witacker não via outra saída, senão a implantação de um posto de manutenção, e escreveu ao Cel. Arthur de Aguiar Diederichsen, na época Senador da República, expondo a situação e orientando-o para convocação do Sr. Alonso Junqueira, que residia em Manduri-Sp, homen aminoso e prático para erguer sete Posto de Recursos na boca da mata e fim dos campos do Laranja doce.

Esta foi a primeira razão para a fundação do povoado de Indiana. O Sr. Alonso Junqueira no dia 04 de junho de 1.907 chegou no lugar indicado, onde se acha hoje a sede da Fazenda Indiana, antiga Fazenda Velha, e ali armou o 1º rancho coberto de zinco que este sertão viu. Assim estava fundado o povoado de Indiana.

Por volta de 1.915, instalo-se definitivamente aqui o Capitão Francisco Witacker e o Cel. Arthur de Aguiar Diederichsen na região, para colonizar Indiana e a Fazenda Mandaguari.

Indiana serviu como base da Cia. Viação São Paulo – Mato grosso, a fim de controlar a estrada da boiadeira de São Paulo Mateus, que ligava Campos Novos ao PortoTibiriça.

Entre os anos de 1.920 à 1.940, Indiana teve um grande impulso, pois foi elevado a Distrito de Paz e incorporado ao município de Presidente Prudente pelo decreto nº6.638, de 31 de Agosto de 1.934, e incorporado ao município de Regente Feijó pelo decreto nº 7.262, de 28 de Janeiro de 1.935.

Entre 1.950 e 1.960, o crescimento foi desigual nos diversos municípios. Enquanto em Assis e Presidente Prudente sobressaíam entre as que mais creceram. A última quase dobrou. Presidente epitácio aumentou quase 200%, enquanto João Ramalho reduziu-se à metade, o mesmo se registrando em Sapezau.

A população total foi diminuída em Sapezal, Quatá, João Ramalho, Rancharia, Indiana, Martinópolis, Regente Feijó e Piquerobi. Os demais municípios apresentaram crescimento pequeno e mesmo semi-estagnado. A população rural diminuiu em todos os municípios, com exceção de Álvares Machado, Caiuá e Presidente Epítácio, esta, única a ter crescimento excepcional, por estar na linha mais avançada e atravessar a fase do pioneirismo.

As partilhas e reagrupamentos de áreas proseguiram visíveis nos dados de 1.960, divididos com certa equidade entre os municípios. As matas naturais  retraíram-se ainda mais, os municípios do extremo-oeste possuíam mais florestas, contraídas a menos de 20%.

A diminuição da população rural foi acentuada de 1960-70, como consequência da penetração das relações sociais capitalistas nas lavouras com a separação do produtor, dos meios de produção. Os trabalhadores rurais permanentes tornaram-se sazonários. Os "bóias-frias" passaram a viver nas cidades.

As modificações profundas da população rural afetou o comércio das pequenas cidades, que foram ainda prejudicadas pela grande concentração polarizadora de Presidente Prudente, e em segundo lugar, Assis. O crescimento da população do município de Presidente Prudente foi acentuado. Seguido por Assis e Presidente Epitácio. Esse crescimento deu-se às custas da diminuição nos totais de Sapezal, Quatá, João Ramalho, Martinópolis, Indiana, Regente Feijó, Espigão, Álvares Machado, Presidente Bernardes.

A população rural decresceu em todos os municípios, ressalvando-se Santo Anastácio, Caiuá e Presidente Epitácio, que conservavam ainda apectos de pioneirismo.

Em 1.970, a floresta já estava reduzida a apenas 6% da área da Alta Sorocabana. Os municípios do extremo-oeste viram em duas décadas serem liquidadas suas florestas. Somente a reserva do Morro do Diabo está de pé. Nos municípios do eixo feroviário, nenhuma gleba foi poupada, quer na área rural, quer próxima ou dentro do perímetro urbano.

No eixo ferroviário, apenas Paraguaçu Paulista, João Ramalho, Indiana, Regente Feijó e Presidente Prudente registravam 20 a 30% de matas. O resto, quando comparados as suas áreas, eram insignificantes. Resumiam-se a algumas cabeceiras de rios ou pequenas áreas de capoeira. Municípios como Rancharia, Álvares Machado, Piquerobi e Presidente Venceslau tinham menos de 1% de áreas com florestas.

Data de construção do prédio atual: 1917

A ESTAÇÃO: A estação de Indiana foi aberta como posto telegráfico em 1917. Durante a construção, tinha o nome de Alegrete, mas foi inaugurada com o nome atual. A estação deu origem à cidade, que se tornou município em 1948. Em 1986, estava já fechada, mas havia sido invadida e estava em mau estado, embora a área ainda possuísse um armazém e até um depósito de locomotivas. Notícia de jornal de Presidente Prudente (O Imparcial, 20/11/1996) diz que a estação foi fechada pouco antes, o que contraria a informação de dez anos antes, de que estaria fechada e invadida. Trens de passageiros passaram por ali até o início de 1999, quando foram desativados pela Ferroban.

A caixa d'água. Foto Adriano Martins 1/2003

Posto telegráfico de Indiana 6/5/1919. Foto cedida por Carlos Cornejo

Depósito de locomotivas de Indiana, 1982, antes de ser demolido. Foto Elias Vieira

Prédio da estação, mas ainda com as janelas originais. Relatório Fepasa, 1986

2000, o armazém de Indiana, ao lado da estação. Foto José Carlos Daltozo

 

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